sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Surpresa!


É muito bom quando a gente se surpreende com alguma coisa, não é? Quando você arregala os olhos, esboça um sorriso e solta aquela frase gostosa para algo que não estava esperando. Quem nunca pensou numa música e ela começou a tocar no rádio? Ou lembrou de uma pessoa querida que não vê há um certo tempo e minutos depois o número dela começa a piscar no seu celular. Chegar em casa e ter aquele prato preferido, que há um tempão você não come. É uma sensação única. Adoça a vida. E faz a gente se sentir parte de um mundo um pouquinho melhor.

Algumas atitudes contribuem para esse sentimento. Aquelas bem simples, desprovidas de interesse. Essas que ficam guardadas, pelo menos por um tempo na nossa mente. Mãe costuma fazer isso, mas mãe não vale. Pode ser piegas o que vou contar, mas é um exemplo de algo especial, muito simples, que me marcou essa semana. Um professor da minha pós terminou a aula (era a última da matéria dele) distribuindo seu livro para todos os alunos. Não sei se foi por que a aula dele foi excelente em vários aspectos e ele derramou tanto conhecimento sobre aquelas 30 cabecinhas pensantes e cansadas às 10h da noite que essa pequena atitude se tornou grande pra mim. Eu peguei o livro nas minhas mãos como algo tão precioso, abri na página da dedicatória e ali estava: “A Deus, pela co-autoria”. Eu e uma amiga, a Ju, nos olhamos e pensamos a mesma coisa naquele momento. Uma pequena frase, que diz tudo. E que fez a gente até se emocionar e gostar ainda mais daquele italianinho.

Todas as surpresas são inesperadas, mas nem todas fazem a gente arregalar os olhos de uma vez. Essas a gente passa a perceber bem devagarzinho. Sim, a ficha demora um pouco mais a cair. Uma pessoa pode não te surpreender de uma hora para outra. Mas faz isso de uma maneira tão sábia que você nem percebe. E essa surpresa que te conquista mineiramente é tão boa quanto aquela que faz com que a gente arregale os olhos.
Mas a grande surpresa da semana foi eu ter sido barrada no casamento. Lembra da série "Barrados no Baile"? Pois é, fui a Brenda da vez. Eu explico. Vamos supor que eu vá me casar e te convide. Alguns meses depois você começa a namorar e me diz se tudo bem levar sua namorada (o) ao meu casamento. Eu digo: "Puxa, eu preciso ver com meu noivo, acho que já tá lotado lá". Se não bastasse, eu te chamo no MSN algumas horas depois e digo: "Pois é, amigo (a), rola de não levar sua namorada (o)? É que realmente não tem convite. Estou com medo de faltar coxinha. Ah, e os canapés estão contados também. E a mulher que preparou os bem casados fez tudo contadiiiiinho.... Pasme. Foi exatamente assim (a parte da coxinha e etc ficou por minha conta). Sem comentários...

PS: ultimamente estou só concordando com a vida, sem enchê-la de por quês. Acho que é uma fase...

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