Duas garotas que ficaram presas em um bueiro na cidade de Adelaide, Austrália, na noite do último domingo (6), usaram seus celulares para atualizar seus perfis no Facebook em vez de ligar para o serviço de emergência e pedir socorro. Um amigo das garotas estava online, leu o post e então chamou os bombeiros.
Nos EUA, durante seu próprio casamento, Dana Hanna sacou um celular de seu bolso e começou a atualizar seu perfil na rede social Facebook e no serviço de microblog Twitter. O único que sabia da surpresa era o juiz da cerimônia, segundo o site Tech Crunch. No Twitter, Hanna escreveu: "No altar, com @TracyPage onde há um segundo ela se tornou minha mulher!Tenho de ir, hora de beijar a noiva". O vídeo da cerimônia também foi parar no YouTube.
Fonte: Portal imprensa
Tenho uma fama que me persegue há um tempo. Eu pergunto por quê. E pergunto de novo. De novo. De novo. Sabe por quê? Não, eu também não sei. Mas vou perguntar até descobrir.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Surpresa!

É muito bom quando a gente se surpreende com alguma coisa, não é? Quando você arregala os olhos, esboça um sorriso e solta aquela frase gostosa para algo que não estava esperando. Quem nunca pensou numa música e ela começou a tocar no rádio? Ou lembrou de uma pessoa querida que não vê há um certo tempo e minutos depois o número dela começa a piscar no seu celular. Chegar em casa e ter aquele prato preferido, que há um tempão você não come. É uma sensação única. Adoça a vida. E faz a gente se sentir parte de um mundo um pouquinho melhor.
Algumas atitudes contribuem para esse sentimento. Aquelas bem simples, desprovidas de interesse. Essas que ficam guardadas, pelo menos por um tempo na nossa mente. Mãe costuma fazer isso, mas mãe não vale. Pode ser piegas o que vou contar, mas é um exemplo de algo especial, muito simples, que me marcou essa semana. Um professor da minha pós terminou a aula (era a última da matéria dele) distribuindo seu livro para todos os alunos. Não sei se foi por que a aula dele foi excelente em vários aspectos e ele derramou tanto conhecimento sobre aquelas 30 cabecinhas pensantes e cansadas às 10h da noite que essa pequena atitude se tornou grande pra mim. Eu peguei o livro nas minhas mãos como algo tão precioso, abri na página da dedicatória e ali estava: “A Deus, pela co-autoria”. Eu e uma amiga, a Ju, nos olhamos e pensamos a mesma coisa naquele momento. Uma pequena frase, que diz tudo. E que fez a gente até se emocionar e gostar ainda mais daquele italianinho.
Todas as surpresas são inesperadas, mas nem todas fazem a gente arregalar os olhos de uma vez. Essas a gente passa a perceber bem devagarzinho. Sim, a ficha demora um pouco mais a cair. Uma pessoa pode não te surpreender de uma hora para outra. Mas faz isso de uma maneira tão sábia que você nem percebe. E essa surpresa que te conquista mineiramente é tão boa quanto aquela que faz com que a gente arregale os olhos.
Algumas atitudes contribuem para esse sentimento. Aquelas bem simples, desprovidas de interesse. Essas que ficam guardadas, pelo menos por um tempo na nossa mente. Mãe costuma fazer isso, mas mãe não vale. Pode ser piegas o que vou contar, mas é um exemplo de algo especial, muito simples, que me marcou essa semana. Um professor da minha pós terminou a aula (era a última da matéria dele) distribuindo seu livro para todos os alunos. Não sei se foi por que a aula dele foi excelente em vários aspectos e ele derramou tanto conhecimento sobre aquelas 30 cabecinhas pensantes e cansadas às 10h da noite que essa pequena atitude se tornou grande pra mim. Eu peguei o livro nas minhas mãos como algo tão precioso, abri na página da dedicatória e ali estava: “A Deus, pela co-autoria”. Eu e uma amiga, a Ju, nos olhamos e pensamos a mesma coisa naquele momento. Uma pequena frase, que diz tudo. E que fez a gente até se emocionar e gostar ainda mais daquele italianinho.
Todas as surpresas são inesperadas, mas nem todas fazem a gente arregalar os olhos de uma vez. Essas a gente passa a perceber bem devagarzinho. Sim, a ficha demora um pouco mais a cair. Uma pessoa pode não te surpreender de uma hora para outra. Mas faz isso de uma maneira tão sábia que você nem percebe. E essa surpresa que te conquista mineiramente é tão boa quanto aquela que faz com que a gente arregale os olhos.
Mas a grande surpresa da semana foi eu ter sido barrada no casamento. Lembra da série "Barrados no Baile"? Pois é, fui a Brenda da vez. Eu explico. Vamos supor que eu vá me casar e te convide. Alguns meses depois você começa a namorar e me diz se tudo bem levar sua namorada (o) ao meu casamento. Eu digo: "Puxa, eu preciso ver com meu noivo, acho que já tá lotado lá". Se não bastasse, eu te chamo no MSN algumas horas depois e digo: "Pois é, amigo (a), rola de não levar sua namorada (o)? É que realmente não tem convite. Estou com medo de faltar coxinha. Ah, e os canapés estão contados também. E a mulher que preparou os bem casados fez tudo contadiiiiinho.... Pasme. Foi exatamente assim (a parte da coxinha e etc ficou por minha conta). Sem comentários...
PS: ultimamente estou só concordando com a vida, sem enchê-la de por quês. Acho que é uma fase...
domingo, 1 de novembro de 2009
Almoço dos Sentidos
Participei recentemente de um almoço muito especial. Voltando um pouquinho pra explicar o contexto. Na IBM, empresa onde trabalho, existe um programa muito sério de promoção interna da diversidade, com foco em quatro grupos: afrodescendentes, mulheres, pessoas com deficiência e GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros). Objetivo: garantir que todos, independente do sexo, raça, opção sexual ou condição física tenham as mesmas oportunidades na empresa, e sejam respeitados da forma que são ou escolheram viver. O Almoço dos Sentidos foi uma iniciativa do grupo de pessoas com deficiência. É um dia em que você almoça como se fosse cego. Resolvi me inscrever para participar e, sem dúvida, foi uma experiência fantástica. Cheguei ao restaurante e antes mesmo de olhar o cardápio do dia me vendaram. Tudo preto. Um amiga que trabalha comigo foi minha guia. Ela tinha que me orientar em tudo: a escolher do prato, ajuda para chegar à mesa, como usar o garfo e a faca sem enxergar, etc. Em poucos minutos, uma relação de confiança muito interessante se cria. Ela passa a ser meus olhos.
Escolhi arroz, salmão e batata frita. Sentei e comecei a comer. Tudo continuava preto. As pessoas que estavam na mesma mesa tentavam evitar que eu estraçalhasse o salmão. Sem sucesso. Uma coisa tão simples como cortar uma carne, pegar o arroz, virou um grande desafio. Acho que fiquei tão concentrada, que me calei. Elas perceberam isso. Eu costumo conversar bastante durante o almoço. Sou bem "faladeira" por sinal. Mas, além da dificuldade que eu estava tendo pra comer, não conseguia sentir a reação das pessoas quando eu fazia algum comentário, ou seja, parecia que eu estava sendo ignorada, excluída, que ninguém prestava muito a atenção no que eu falava. Isso me deixava ainda mais calada.
Eu ouvi mais do que de costume. Prestava atenção no que as pessoas diziam nas outras mesas. E ficava imaginando a cara da pessoa que estava falando aquilo. E pensava: qual a noção que uma pessoa que nasce cega tem de um ser humano? Ela consegue imaginar como é o pai, a mãe, o irmão? Sabe o que é azul, amarelo? O mar, meu Deus, ela não sabe o que é o mar. E quem vai conseguir explicar?
Depois de uns 40 minutos, terminamos o almoço. Continuei vendada até a saída do restaurante. Eu já estava me sentindo sufocada. Com vontade de arrancar aquele negócio dos meus olhos e voltar a ver o mundo. Até parecia que eu não tava conseguindo respirar direito. Que meus pés ficaram mais firmes no chão. E minha mão passou a ser a parte mais importante do meu corpo. Tiraram a venda. Meus olhos lacrimejaram. A luz me atrapalhou um pouco. Fiquei tonta. E me deu vontade de chorar. Talvez de felicidade, por ter sido só um momento de escuridão. Mas também por pensar que muitas pessoas não teriam a oportunidade de tirar a venda. E que continuariam sem saber o que é o mar.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Meu caro amigo
Qualquer música do Chico poderia ser um filme ou pelo menos um curta. É fácil se perder nas letras, ficar imaginando a banda passando, o cara que beijou sua mulher como se fosse a única, o que será que será que andam suspirando pelas alcovas, o que está no dia a dia das meretrizes. Sim, têm dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu. A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar, mas eis que chega a roda viva e leva o destino pra lá.
Não existe dia de trabalho tão pesado que não se acalme com a volta pra casa acompanhada de Chico. É leve, mas forte, parece até um cafuné na nossa cabeça.
Não existe dia de trabalho tão pesado que não se acalme com a volta pra casa acompanhada de Chico. É leve, mas forte, parece até um cafuné na nossa cabeça.
Eu acho que os tratamentos de depressão deveriam ser com música. Cantando. E bem alto. Um professor disse esses dias que a gente não pode só escutar. Tem que falar. Só assim a mensagem fica consolidada no nosso subconsciente. Cante uma música boa, seja lá de quem for. Ivete, Padre Marcelo, Marisa, Balão Mágico. Double You. Cada um sabe a que te toca fundo.
Apesar de um grande número de músicos precisar de drogas para espantar seus males, continuo acreditando naquele velho ditado.
Viva o Chico!
sábado, 15 de agosto de 2009
A gente vai levando

Ontem fui tirar foto 3X4 para tirar o visto do México. Cheguei na lojinha, abri a porta, tinha um homem pegando suas fotos para passaporte. Enquanto esperava a minha vez, olhei ao meu redor e me chamou a atenção os porta-retratos antigos, empoeirados e pedindo pelo amor de deus para alguém levá-los para casa. Tinham filmes daquelas maquinas antigas pra vender também.
O moço me chamou pra tirar foto e eu disse: "Eu trouxe um pen drive e queria imprimir umas fotos, são poucas, umas 10 no máximo". Ele: Tudo bem, mas só segunda-feira. Eu: não, moço, mas eu preciso pra hoje. Pelo menos uma. Preciso muito pra hoje. Ele: nao dá, eu nao estou autorizado a ligar a maquina hoje. Eu: Por que? Ele: Porque eu só ligo uma vez por semana. Toda segunda. Menina, você é a primeira em meses que vem aqui para imprimir fotos. Ninguém mais imprime foto depois dessa tal de era digital. Acabou a emoção de esperar pela foto. Eu: É, imagino, eu só vou imprimir porque vim aqui pra tirar foto 3X4, aí aproveitei. Ele: Pois é, não sei até quanto tempo isso vai durar. Eu: Será que não tem nada que vocês poderiam fazer pra ganhar dinheiro aqui? Tanta gente ganha. Ele: não, isso aqui não tem mais jeito nao. Se meu patrão tivesse que pagar aluguel ja teria fechado há muito tempo. Eu: Mas o que vc faz o dia todo se não tem trabalho? Ele: Ah, dia ou outro entra um, entra outro. A gente vai levando.
domingo, 9 de agosto de 2009
Marcelo, Marmelo, Martelo
Quando eu era criança, minha irmã costumava ler pra mim um livro que eu adorava: Marcelo, Marmelo, Martelo. Pra quem não conhece, é a história de um menininho de uns seis anos que pergunta o porquê de tudo a todo mundo. (qualquer semelhança é mera coincidência). "Papai, por que a chuva cai?", "Mamãe, por que os pássaros voam?", "Por que eu me chamo Marcelo e não Martelo"?
A infância é a época dos por quês. Eu não consigo contar quantos porques o Luccas solta todos os dias. "Luccas, você vai fazer quantos aninhos?" Por que? "Luccas, quer fazer xixi"? Por que? É hilário! Pena que isso vai acabar. Acontece com todo mundo. Não sei por quê.
Por que os porquês vão diminuindo conforme ficamos mais velhos? A gente passa a se conformar com as frases prontas? Com o senso comum? Por que paramos de questionar?
O filme Vicky, Cristina, Barcelona (ver trailler abaixo) é um bom exemplo de quebra de paradigmas, de alguém que resolveu perguntar por que. Claro que é um exemplo extremo, que mexe com o conceito de família e questiona o formato que damos as nossas. Apenas vejo como um bom exemplo de alguém que não se sentiu confortável com o que veio pronto, enlatado e pré assado. Como o Marcelo, Marmelo, Martelo. Que não se cansa de perguntar por quê.
A infância é a época dos por quês. Eu não consigo contar quantos porques o Luccas solta todos os dias. "Luccas, você vai fazer quantos aninhos?" Por que? "Luccas, quer fazer xixi"? Por que? É hilário! Pena que isso vai acabar. Acontece com todo mundo. Não sei por quê.
Por que os porquês vão diminuindo conforme ficamos mais velhos? A gente passa a se conformar com as frases prontas? Com o senso comum? Por que paramos de questionar?
O filme Vicky, Cristina, Barcelona (ver trailler abaixo) é um bom exemplo de quebra de paradigmas, de alguém que resolveu perguntar por que. Claro que é um exemplo extremo, que mexe com o conceito de família e questiona o formato que damos as nossas. Apenas vejo como um bom exemplo de alguém que não se sentiu confortável com o que veio pronto, enlatado e pré assado. Como o Marcelo, Marmelo, Martelo. Que não se cansa de perguntar por quê.
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domingo, 2 de agosto de 2009
A arte de parir

Enchi uma grande amiga de porques hoje, quando fui conhecer seu segundo filhinho lindo de cinco meses. A Aninha resolveu ter o LA em um hospital público e por parto normal. Não foi uma decisão, mas uma convicção. Não combinaria com uma mulher que está prestes a se tornar mestre em ciências sociais - e que tem como projeto de pesquisa as mulheres negras encarceiradas de SP – ter seu segundo filho “num shopping center”, como ela mesmo se referiu às maternidades de classe média alta.
A Aninha disse que foi a melhor experiência da sua vida. Ela contou com detalhes. Dores, sentimentos, enfermeiros, pensamentos. Entre os porques, perguntei se tinham outras mulheres parindo junto com ela. “Não, mas poderiam ter”. Ela lembrou de uma mulher negra, gorda e alta que estava com o filho recém-nascido entre as pernas. Tinha acabado de nascer. A enfermeira pediu pra ela sentar e, com toda a pose, ela se põs de pé numa questão de segundos. A enfermeira: “Não, só pedi pra você sentar”.
A mulher negra deve estar acostumada a levantar rápido depois dos tropeços e tombos da vida. Como a Aninha, que demostrou coragem e sensatez ao escolher dar continuidade a sua profissão de mãe de uma forma mais natural. Afinal, existe algo mais natural e antigo no mundo dos homens do que dar à luz? Por que complicar?
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