
Acabei de ler o livro Inveja - Mal Secreto - do jornalista e escritor Zuenir Ventura e confesso que desde então não consigo pensar em outra coisa. Nunca tinha parado pra pensar nesse pecado capital por muito tempo. Não vou ser hipócrita e dizer que nunca senti inveja. Depois de ler o livro, então, tenho certeza que já senti algumas vezes. Nada premeditado, já que se trata de um sentimento totalmente involuntário. Pensou, sentiu, não dá pra voltar atrás.
Mas o fato é que eu não paro de pensar no livro. Não pela história em si, por sinal muito interessante. O maior problema é que agora eu fico analisando se as pessoas a minha volta estão me invejando. Qualquer elogio já é motivo pra ficar desconfiada, fico olhando de rabo de olho e pensando... Será? Uma das coisas mais difíceis de diferenciar é a admiração, a cobiça e a inveja.
Segundo o livro, não existe inveja boa, mas sim admiração. Cobiça é você querer o que o outro tem, mas não necessariamente que ele perca o que você gostaria de ter. Já a inveja, essa sim é abominável e além de cobiçar visa a destruição. Quer ter e tirar do outro.
Mas o fato é que eu não paro de pensar no livro. Não pela história em si, por sinal muito interessante. O maior problema é que agora eu fico analisando se as pessoas a minha volta estão me invejando. Qualquer elogio já é motivo pra ficar desconfiada, fico olhando de rabo de olho e pensando... Será? Uma das coisas mais difíceis de diferenciar é a admiração, a cobiça e a inveja.
Segundo o livro, não existe inveja boa, mas sim admiração. Cobiça é você querer o que o outro tem, mas não necessariamente que ele perca o que você gostaria de ter. Já a inveja, essa sim é abominável e além de cobiçar visa a destruição. Quer ter e tirar do outro.
É o pecado capital mais secreto de todos. O mais escondido. O único involuntário. O mais sentido. E o mais negado.
Não se inveja uma celebridade, mas o seu colega de trabalho, aquela amiga bonita, ou o carro novo do vizinho. A gente inveja o que está próximo. Algumas frases do livro, que eu não me lembro a autoria, me chamaram a atenção: "A inveja é a arma dos fracassados". Você não tem capacidade ou oportunidade para ter aquilo. Então inveja quem tem. Outra: "A inveja é a ejaculação dos olhos". Muito boa.
Depois do livro percebi que esse pecado pode até levar à morte. Caim, Abel... E não precisa ser lá grande coisa pra ser invejado. Basta uma pessoa ter um pouquinho menos do que você tem. É triste pensar que amigos podem sentir inveja. Até mãe, pai, irmãos. Como eu disse antes, nada premeditado, mas involuntário. Pensou, já era.
Outra frase interessante do livro. Essa eu lembro bem a autoria: a emergente Vera Loyola. "Amigo não é o que me ajuda no fracasso, mas aquele que suporta o nosso sucesso". E não é que faz sentido? Por que quando estamos tristes os amigos se aproximam mais, pra ajudar, aconselhar? Será que no fundo eles tão vibrando pela nossa infelicidade? Por que tem sempre alguém querendo dar um conselho "construtivo" quando a gente tem algum problema?
Não, muito triste pensar dessa forma. O que me deixa mais tranquila é pensar que quando a nossa energia e o nosso pensamento estão em ordem diminui consideravelmente a possibilidade desse sentimento ruim nos atingir. Se estivermos interligados com o plano superior, estamos protegidos. Mas não custa nada ter um trevinho de quatro folhas na bolsa, tomar um banho de sal grosso de vez em quando, colocar um dente de alho na entrada de casa, uma fitinha de são joão do bonfim no carro...



